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O que você sente é sua responsabilidade

July 31, 2017

                                                                  "O que quer que você sinta, você se torna. É sua responsabilidade"

 

               Topei com esta frase atribuída a Osho, num perfil de Instagram. Logo me chamou a atenção pois reconheci nela esta verdade: há muitas coisas no mundo que não podemos mudar. Há muitas coisas em nós mesmos que não podemos mudar, não ao menos imediatamente. Mas o que sentimos, o nosso afeto, a nossa disposição para com outros seres, ambientes ou estados-de-coisas é imediatamente mudável. E sendo imediatamente mudável é nossa responsabilidade. Aquilo que sinto – é isso que me torno, é isso que emano.

                Lendo mais sobre o filósofo Rajneesh, também encontro a seguinte referência, que, pela importância, aqui transcrevo: “Ninguém pode lhe ensinar o amor. O amor você tem de achá-lo você mesmo, dentro de você, por alcançar níveis mais altos de consciência. E quando o amor vem, não há nenhuma questão de responsabilidade. Você faz coisas porque você gosta de fazê-las para a pessoa que você ama. Você não está obrigando a pessoa, você não está nem mesmo querendo nada em troca, sequer gratidão. Pelo contrário, você é grato que aquela pessoa permitiu você a fazer algo por ela. Foi a sua alegria, sua pura alegria. O amor sabe nada de responsabilidade. Ele faz muitas coisas, é muito criativo; ele compartilha tudo o que tem, mas não é uma responsabilidade, lembre-se disso. Responsabilidade é uma palavra feia em comparação a amor. Amor é natural. A noção de responsabilidade é criada por ardilosos padres, por políticos que querem dominá-lo em nome de um ideal, em nome da comunidade, ou em nome da família, da religião – qualquer ficção servirá. Mas estes não falam sobre amor. Ao contrário, eles são contra o amor, porque o amor é incapaz de ser controlado por eles. Uma pessoa de amor age por seu próprio coração, não conforme nenhum código moral. Uma pessoa de amor não vai entrar no exército porque é sua responsabilidade fazê-lo, porque é sua responsabilidade lutar por sua nação. Uma pessoa de amor dirá que não há nações, e que não há razão alguma para guerrilhar.

                A verdade é que tentarão impingir-lhe senso de responsabilidade, e sempre que você tomar algo como responsabilidade, e não como afeto, amor ou doação, isso se tornará um fardo para você. Nós podemos e devemos nos tornar responsáveis – fazer isso com seres e estado-de-coisas que amamos é natural. Um ser que amo não precisa me cobrar para que eu faça nada por ele, basta apenas que eu saiba que o que posso fazer por ele lhe seja benéfico. Um ser que amo que me peça um favor alcançável será atendido. Não precisará me ameçar para atingir o que deseja. Então neste sentido Osho está correto: não é preciso falar em responsabilidade. Em geral se fala em responsabilidade no trabalho ou na escola: mas se você precisar deste sermão para realmente executar o que querem que você execute, ou você está na profissão/tarefa errada ou você está servindo a pessoas que não ama.

                Seja quem você quer ser, emane e transmita os valores que são importantes para você. O que você sente ou deve sentir não é para ser um fardo para você, mas uma benção e seu motor principal. O que os outros esperam de nós, o que nos dizem ou recomendam são como o vento: se soprarem em direção a nossos objetivos, içaremos as velas e pegaremos fôlego. Se soprarem em qualquer outra direção, só poderemos contar com os nossos remos. Confie no que você sente, e sobretudo confie no que você sente de bom: o que sentimos é o que somos, e o que sentimos com agrado certamente é nosso melhor.

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