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Um país sem pobreza

March 16, 2014

                Pergunte ao espectador do circo como se faz malabares. Pergunte qual deles é o melhor, como é o melhor. Qual seria sua resposta? Eu responderia: o melhor malabarista é aquele que maneja o maior número de elementos nas piores condições de equilíbrio possíveis.

                As bolas trocam de mãos, por certo. Mas isso apenas não faz um malabarista. Uma bola em duas mãos não é nada de extraordinário. Duas, tampouco. O número mínimo é três, e para iniciantes.

                Mas pergunte ao malabarista como ele consegue. A bem da verdade, não há segredo.  Muita prática, ele vai lhe dizer. Passo muitas horas por dia treinando. Então você é um trabalhador?, pergunte-lhe.

                - Meu trabalho é encantar o público. Minha meta é produzir no público uma impressão.

                Trocar as bolas de mão não produz nada, você ainda pensa, insatisfeito, considerando o caso de uma bolinha ou duas. Mas e como é que você consegue levantar 4, 5, 6 bolas?

                - É a mesma coisa. Depois que você consegue com 3, 4 não é difícil. Você só tem que jogar as bolas mais alto.

                Quando o malabarista joga as bolas para o alto, ele ganha mais tempo. Se é competente, maneja-as com a mesma maestria. Se não o é, nada o salva, cairão todas sobre si. Sua fórmula é clara, os passos devem ser pequenos e sustentáveis. Não se passa de 3 bolinhas para 8, só pedindo mais 5 delas para os que estão em torno.

                Tirar as bolas de um para dar a outro, Dilma, não produz grande espetáculo. Mesmo Marx disso sabia. No circo todo mundo é trabalhador. Desde o pipoqueiro e o palhaço até o trapezista. Inclusive o dono do circo, que sempre corre o risco de vê-lo pegar fogo.

                Pedir bolinhas emprestadas não deixa ninguém mais rico nem habilidoso. Muito pelo contrário. Ao longo do tempo, os credores fatigam-se de ver suas bolinhas nas mãos alheias, com tão pouco resultado. Um sempre tem que devolver mais do que tomou. E o malabarista que se apresenta com 8 bolinhas sem ter treinado para tal, apenas corre o risco de passar vexame.

                Nossa meta deve ser aumentar a produtividade. Sem produtividade, sequer há renda para distribuir. É muito malabarista para pouca bolinha. E segurar o preço do petróleo, da energia, pressionar bancos, maquiar na conta que chega em casa todo mês mas pendurá-la através de imposto para ano que vem, não produz nada.

Quando os outros artistas e o público ficarem entediados do número, logo virão de volta pedir as bolinhas que emprestaram. E o malabarista, que deve permanecer olhando para cima mal conseguirá conversar com eles, quanto menos devolvê-las. Quando ele falhar e todas as bolinhas caírem na cabeça de todos, a única diferença é que a dor vai ser maior.

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